Dez 26

Bola de FutebolLEI 2: A bola:

CARACTERÍSTICAS:

- Ela é esférica;
- É feita de couro ou de outro material equivalente;
- Tem uma circunferência de 64 cm no máximo e 62 cm no mínimo;
- Pesa no máximo 440 gramas e no mínimo 400 gramas no começo do jogo;
- A sua pressão situa-se entre 0,4 e 0,6 atmosferas (400-600 g/cm2).

Substituição de bola defeituosa

Se a bola rebenta ou se deforma no decurso do jogo:
- O jogo será interrompido;
- O jogo recomeça, com uma nova bola, por um lançamento de bola ao solo no local em que se encontrava a primeira bola no momento em que se deteriorou.
- Se a bola rebenta ou se deforma quando não está em jogo, antes da execução dum pontapé de saída, lançamento de baliza, pontapé de canto, pontapé-livre, pontapé de grande penalidade ou de um pontapé de linha lateral:
- O jogo recomeça em conformidade.

A bola só pode ser substituída durante o jogo com autorização do árbitro.

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Decisões
Decisão 1

Bolas de feltro não são permitidas em jogos internacionais.

Decisão 2

Quando largada de uma altura de 2 metros, a bola não poderá saltar mais de 65 cm, nem menos de 50 cm, quando do primeiro ressalto.

Permite-se a utilização de outro tipo de bolas (nº5, com menos ressalto, mais peso, etc). No entanto, em jogos internacionais só poderá ser utilizada a bola descrita na Lei.

Para os jogos das competições da FIFA e dos jogos de competição da responsabilidade de Confederações, só podem utilizar bolas que tenham sido submetidas a verificação e que cumpram o mínimo de requisitos especificados na Lei 2. A aprovação do uso de uma bola nas competições acima referidas dependerá que se mencione, para indicar que cumpre o mínimo de requisito técnicos:

Logotipo oficial “FIFA APPROVED”

Logotipo oficial “FIFA INSPECTED”

A referência “INTERNATIONAL MATCHBALL STANDARDS”

(Junto com outras indicações semelhantes de conformidade técnica, tal como o solicita a FIFA).

Em todos os demais jogos a bola deverá satisfazer as exigências da Lei 2. As Associações Nacionais ou algumas competições podem exigir a utilização de bolas munidas de umas das designações acima mencionadas.

Dez 17

LEI 1 – O TERRENO DE JOGO 

Superfície de jogo
Os jogos podem jogar-se em superfícies naturais ou artificiais, de acordo com o regulamento da competição.

Dimensões
O terreno de jogo deve ser rectangular. O comprimento das linhas laterais deve ser superior ao das linhas  e baliza. Comprimento: mínimo 90 m, máximo 120 m. Largura: mínimo 45 m, máximo 90 m.

Jogos internacionais
Comprimento: mínimo 100 m, máximo 110 m. Largura: mínimo 64 m, máximo 75 m.

Marcação do terreno
O terreno de jogo deve ser marcado com linhas. Estas linhas fazem parte integrante das áreas que delimitam. As duas linhas de marcação mais compridas denominam-se linhas laterais. As duas mais curtas chamam-se linhas de baliza. Todas as linhas têm uma largura máxima de 12 cm. O terreno de jogo é dividido em duas metades pela linha de meio campo. O ponto central é marcado ao meio da linha de meio campo, à volta do qual é traçado um círculo de 9,15 m de raio.

Área de baliza
Em cada topo do terreno é marcada uma área de baliza, da seguinte maneira:São traçadas duas linhas perpendiculares à linha de baliza, a 5,50 m do interior de cada poste da baliza. Essas duas linhas prolongam-se para dentro do terreno de jogo numa distância de 5,50 m e são unidas por uma linha traçada paralelamente à linha de baliza. O espaço delimitado por essas linhas e pela linha de baliza chama-se área de baliza.

Área de grande penalidade
Em cada topo do terreno é marcada uma área de grande penalidade, da seguinte maneira:São traçadas duas linhas perpendiculares à linha de baliza, a 16,5 m do interior de cada posta da baliza. Essas duas linhas prolongam-se para dentro do terreno de jogo numa distância de 16,5 m e são unidas por uma linha traçada paralelamente à linha de baliza. O espaço delimitado por essas linhas e pela linha de baliza chama-se área de grande penalidade. Em cada área de grande penalidade é feita uma marca para o pontapé de grande penalidade a 11 m do meio da linha que une os dois postes da baliza e equidistante desses postes. No exterior de cada área de grande penalidade é traçado um arco de círculo de 9,15 m de raio, tendo por centro a marca de grande penalidade.

As bandeiras
Em cada canto do terreno deve ser colocado um poste não pontiagudo com uma bandeira. A altura mínima do poste será de 1,50 m. Bandeiras semelhantes podem igualmente ser colocadas em cada extremidade da linha de meio campo, pelo menos a 1 metro da linha lateral, no exterior do terreno de jogo.

Área de canto
De cada bandeira de canto é traçado um quarto de círculo com um raio de 1 m no interior do terreno de jogo.

As balizas
As balizas são colocadas no centro de cada linha de baliza. Elas são constituídas por dois postes verticais colocados a igual distância das bandeiras de canto unidos ao alto por uma barra transversal. A distância entre os dois postes é de 7,32 m e o bordo inferior da barra transversal situa-se a 2,44 m do solo. Os dois postes e a barra devem ter a mesma largura e espessura, que não devem exceder 12 cm. A linha de baliza deve ter a mesma largura que os postes e a barra transversal. Poderão ser aplicadas redes às balizas e ao solo por trás da baliza, com a condição de serem convenientemente colocadas de maneira a não prejudicar o guarda-redes. Os postes da baliza e a barra transversal devem ser de cor branca. 

Segurança
As balizas devem ser fixadas ao solo de maneira segura. Poderão ser utilizadas balizas móveis desde que satisfaçam esta exigência.

Decisões do International F. A. Board

Decisão 1 - Se a barra transversal se deslocar ou partir, o jogo deve ser suspenso até que ela seja reparada ou reposta no lugar. Se a reparação for impossível, o jogo deve ser dado por terminado. A utilização duma corda em substituição da barra transversal não é permitida. Se a barra for reparada, o jogo deverá recomeçar com um lançamento de bola ao solo no local em que a bola se encontrava no momento da interrupção.

Decisão 2 - Os postes das balizas e as barras transversais devem ser de madeira, de metal ou de outro material aprovado. A sua forma pode ser quadrada, rectangular, circular ou elíptica e não deve constituir perigo para os jogadores. 

Decisão 3 - Qualquer espécie de publicidade comercial real ou virtual é proibida sobre o terreno de jogo e sobre os acessórios do terreno (incluindo as redes das balizas e as áreas no solo por elas delimitadas), e isso desde o momento em que as equipas entram no terreno até que saiam ao intervalo, e desde o seu regresso ao terreno até ao fim do encontro. Em particular é proibido colocar qualquer material publicitário nas balizas, redes e nas bandeiras ou sua haste. Material estranho ao futebol (câmaras, microfones) não pode ser fixado nestes acessórios. 

Decisão 4 - É proibida qualquer espécie de publicidade na área técnica ou a menos de um metro da linha lateral, no solo, no exterior do terreno de jogo. Por outro lado, não é autorizada qualquer forma de publicidade na área compreendida entre a linha de baliza e as redes da baliza.

Decisão 5 - A reprodução, real ou virtual, dos logotipos da FIFA, das Confederações, Associações Nacionais, Ligas, Clubes ou outras associações são proibidas sobre o terreno de jogo ou sobre os acessórios do terreno (incluindo as redes das balizas e as áreas no solo por elas delimitadas) durante toda a duração do jogo tal como se descreve na decisão 3.

Decisão 6 - Pode traçar-se uma marca no exterior do terreno de jogo, a 9,15 m do arco de círculo de canto, perpendicularmente à linha de baliza, para materializar a distância a observar pelo adversário, quando da execução dum pontapé de canto. 

Decisão 7 - Quando forem utilizadas superfícies artificiais nos jogos de competição entre selecções nacionais das federações membros da FIFA ou em jogos de competições internacionais de clubes, as superfícies devem corresponder às exigências do Conceito de Qualidade da FIFA para Relvado Artificial ou do Padrão Internacional de Relvado Artificial, salvo derrogações excepcionais que possam ser concedidaspela FIFA.

Decisão 8 - A área técnica deve corresponder às normas aprovadas pelo International F.A. Board que constam do presente livro das Leis do Jogo.

Out 25

Fora de jogoSim. Em determinadas circunstâncias é extremamente difícil de avaliar, quando um jogador, naquela posição, toma ou não parte activa no jogo.
A lei 11, que trata precisamente do FORA DE JOGO, diz-nos, entre outras instruções, o seguinte:
Um jogador encontra-se em posição de fora de jogo se estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário.
Contudo, é preciso entender que um jogador apenas deve ser punido se, no momento em que a bola é tocada por um colega ou é jogada por um deles, esse jogador, em posição de fora de jogo, toma, na opinião do árbitro, parte activa no jogo. Caso contrário, não deve ser punido.
E o que é tomar parte activa no jogo?
- É intervir, jogando ou tocando a bola passada ou tocada por um colega de equipa.
- É influenciar um adversário, o que significa impedir um adversário de jogar ou poder jogar, obstruindo a linha de visão ou movimentos, que iluda ou distraia  o adversário.
- É tirar vantagem dessa posição. É jogar a bola que ressalta na sua direcção ou proximidades, após ter batido no poste ou na barra, ou jogar a bola que ressalta na sua direcção, vinda de um adversário, em ambos os casos estando em posição de fora de jogo.
Para acrescentar a estes 3 casos, que explicam claramente, quando é que um jogador deve ser punido, há entretanto, 2 situações extremamente difíceis de analisar e julgar:
a) – quando  um jogador se encontra em linha com o penúltimo adversário
b) – quando um jogador se encontra em linha com os dois últimos adversários
 pois, em  ambos os casos não devem ser punidos, mesmo que tomem parte activa no jogo.
Aspectos a considerar: - Colocação, análise e julgamento. Muito difícil.

Out 19

As faltas e comportamentos anti desportivos fazem parte da lei 12ª.das 17 que constam do livro das Leis do Jogo 2006,última edição actualizada, da superintendência da FIFA e supervisionadas pela IFABoard.
As sanções técnicas estão separadas, segundo a sua gravidade, por pontapés livres directos e indirectos, assim como as disciplinares, por advertências e expulsões, que correspondem, respectivamente, à exibição do cartão amarelo e vermelho..
TOCAR DELIBERADAMENTE A BOLA COM AS MÃOS, isto é, jogar ou controlar a bola com a mão,  é punido com um pontapé livre directo ou grande penalidade. Existem, contudo, 4 situações em que o jogador, para além do pontapé livre directo deve ser também advertido por comportamento antidesportivo ao tocar, de uma forma deliberada e ostensivamente, a bola com a mão: 
a) – Impedir a linha de passe para um adversário.
b) – tentar marcar um golo na baliza adversária, quer a bola entre ou não.
c) – Evitar, sem o conseguir, que a bola entre na sua baliza.
d) – Anular um ataque prometedor e perigoso para a sua baliza.
Devemos acrescentar que, em relação às alíneas a) e d), o facto do jogador tocar deliberadamente a bola com a mão sem evitar que aquela prossiga o seu movimento para o adversário e concedendo o árbitro a lei da vantagem, assim que o lance termine, o jogador que tocou na bola com mão deverá, na mesma, ser advertido. O facto da bola seguir para o adversário, não anula o seu comportamento, que foi por demais evidente, devendo, por isso, ser sancionado disciplinarmente.