Out 25

Parte 1:

1ª ronda pelos comentadores

Entrevista com João Paulo Costa - Treinador do SL Cartaxo

Parte 2:

Augusto Lourenço e as questões da arbitragem

Intervenção do público

Remate dos comentadores

Out 25

Fora de jogoSim. Em determinadas circunstâncias é extremamente difícil de avaliar, quando um jogador, naquela posição, toma ou não parte activa no jogo.
A lei 11, que trata precisamente do FORA DE JOGO, diz-nos, entre outras instruções, o seguinte:
Um jogador encontra-se em posição de fora de jogo se estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário.
Contudo, é preciso entender que um jogador apenas deve ser punido se, no momento em que a bola é tocada por um colega ou é jogada por um deles, esse jogador, em posição de fora de jogo, toma, na opinião do árbitro, parte activa no jogo. Caso contrário, não deve ser punido.
E o que é tomar parte activa no jogo?
- É intervir, jogando ou tocando a bola passada ou tocada por um colega de equipa.
- É influenciar um adversário, o que significa impedir um adversário de jogar ou poder jogar, obstruindo a linha de visão ou movimentos, que iluda ou distraia  o adversário.
- É tirar vantagem dessa posição. É jogar a bola que ressalta na sua direcção ou proximidades, após ter batido no poste ou na barra, ou jogar a bola que ressalta na sua direcção, vinda de um adversário, em ambos os casos estando em posição de fora de jogo.
Para acrescentar a estes 3 casos, que explicam claramente, quando é que um jogador deve ser punido, há entretanto, 2 situações extremamente difíceis de analisar e julgar:
a) – quando  um jogador se encontra em linha com o penúltimo adversário
b) – quando um jogador se encontra em linha com os dois últimos adversários
 pois, em  ambos os casos não devem ser punidos, mesmo que tomem parte activa no jogo.
Aspectos a considerar: - Colocação, análise e julgamento. Muito difícil.

Out 25

Este site do PROLONGAMENTO está cada vez mais composto! Aliás, o mesmo se passa com o programa em si! Esta semana (23/10) gostei muito de ouvir o treinador do Sport Lisboa e Cartaxo. Um homem que já trabalhou no Sport Lisboa e Benfica e segundo me parece, um bom conhecedor do futebol e dos seus “ambientes”. Desejo-lhe muito sucesso e ao clube!
Hoje apetece-me escrever um pouco sobre a jornada da Liga dos Campeões, onde, finalmente (!), o BENFICA conquistou a sua primeira vitória esta época!
Oscar CardozoÉ, por isso, com satisfação que aprecio a prestação do GLORIOSO ontem na jornada europeia que trouxe à CATEDRAL DO FUTEBOL o rival Celtic. Na verdade, pudemos assistir ao “querer desenfreado” e constante, à “luta” pela vitória, à ânsia desmedida de agradar a sócios, adeptos, treinadores, etc. Os jogadores do BENFICA deram o que tinham e não tinham em campo para alcançar a vitória. E falando de jogadores, uma palavra muito especial para RUI COSTA que chegou à marca de 50 jogos na Liga dos Campeões, uma centena no total das participações europeias. Voltando ao jogo, ao contrário do que costuma acontecer ao BENFICA nos últimos tempos, desta vez a parte final foi muito saborosa! O BENFICA por intermédio de CARDOZO arrecadou os 3 primeiros pontos na Liga dos Campeões! Perdoem-me os meus amigos, mas demos um pontapé no azar que nos tem perseguido: tanta bola no poste, na trave, a rasar, tantas grandes defesas dos guarda-redes adversários… Como diz um amigo meu: “Puxa, é demais!”.  Agora espero sinceramente que esta vitória possa fazer crescer o rendimento da equipa onde só faltam golos. Domingo num jogo difícil contra o Marítimo vamos ver se esta vitória significou uma mudança para melhor! Espero, sinceramente, que sim…
Ainda sobre o BENFICA na Liga dos Campeões saibam que o Camacho tem razão quando diz que o BENFICA lidera as estatísticas: o Glorioso rematou por 51 vezes em três jogos. CARDOZO lidera o ranking de rematadores que acertam na baliza, já fez dez remates à baliza que tiveram do outro lado guarda-redes atentos.
Uma palavra para Porto que fez um resultado bom que, dizem os meus amigos portistas, soube a pouco! Pelo resumo do jogo parece-me que será um sentimento correcto. Quanto ao Sporting, independentemente da questão das arbitragens que os outros meus amigos sportinguistas não esquecem, acho que o principal agora é pensar na concentração de uma defesa, de um guarda-redes. É que os dois golos são duas “ofertas” do Sporting certo?
Feitas as contas da Liga dos Campeões parece-me que nada está perdido para ninguém! Vamos acreditar!
Uma palavra para o BRAGA que inicia a fase de grupos da UEFA… Esperemos que tenha sucesso!

Out 25

Prolongamento na Rádio CartaxoA ideia não é original. Aproveitar o amor pelo futebol, que a todos une, juntar-lhe a paixão clubista, que ao mesmo tempo une e separa e por fim, dar vazão a essa torrente de paixões e fazê-las transbordar num espaço onde, para além da paixão, a razão possa ter lugar. Eis o Prolongamento! Eis o papel do painel de representantes dos três maiores emblemas do futebol luso! Mas não só! O mal amado trio de arbitragem, tantas e tantas vezes acusado de todos os males que padece o futebol, umas vezes por má fé outras por ignorância, tem também lugar reservado. Alguém que sabe, ensina e educa. Em cada Prolongamento há também lugar para um convidado, é o espaço para os nossos clubes dizerem o que vai na alma. Nos tempos que correm, as sedes das nossas colectividades deixaram de ser lugares de convívio e cada vez mais “vão estando às moscas”. A Direcção do Ateneu Artístico Cartaxense pretende mudar este estado de coisas! Ao propor, em boa hora, à Rádio Cartaxo a realização deste programa na sua sede tem como objectivo revitalizar esse espaço, trazendo de volta as noites de convívio, discussão franca e debate de ideias. Quanto ao papel que me é destinado, de moderador, isento e discreto, espero consegui-lo assim me ajude o engenho e a arte.

O 1º Balanço.

O Prolongamento completou ontem o seu 5º número. Os 60 minutos iniciais destinados cedo se constatou serem insuficientes passou-se para 90 e actualmente atingimos os 120 minutos tal o interesse dos temas em discussão. De alguma timidez e parcimónia iniciais o painel de comentadores soltou-se e ganhou vida. Quanto aos convidados, contámos com a presença dos Presidentes dos três clubes do Concelho que disputam as provas dos campeonatos federados. Rui Manhoso Presidente da Associação de futebol de Santarém foi uma das figuras que nos honrou com sua presença e muito contribuiu para o esclarecimento de muitas questões que assolam o nosso futebol. O Professor João Paulo treinador da equipa sénior do Sport Lisboa e Cartaxo foi o nosso último convidado e durante 60 minutos numa conversa franca com os membros do painel e demais assistentes deixou bem claro que o Sport Lisboa e Cartaxo “está bem servido”. Pese a “a espada de Damocles” que sempre paira sobre a cabeça de todos os treinadores de futebol. Uma ultima palavra para o especialista de arbitragem, Augusto Lourenço que com sacrifício da sua vida pessoal, tem marcado presença, não se furtando aos temas, aliando sempre uma vertente didáctica e de formação nas suas intervenções.

Uma palavra para a participação crescente do auditório. Para os presentes na Sala de Convívio do Ateneu, para aqueles que participam no programa através do e-mail “prolongamentoctx@mail.com” ou por via telefónica (243700700), a todos o “muito obrigado” por nos ajudarem a fazer deste um programa de referência!
Finalmente, uma referência também para o portal X-centrico (www.x-centrico.com) que nos permite ter este site onde o programa se completa e está sempre ao dispor de todos quantos queiram intervir. É que dos vossos comentários neste site certamente iremos retirar muitas ideias para o programa da terça-feira! Obrigado a todos!

Out 25

Futebol EspectaculoEm primeiro lugar gostava de deixar aqui o apelo às pessoas para visitarem os espaços do Ateneu Artístico Cartaxense porque todos devemos apoiar as colectividades e sobretudo o Ateneu que está com grande dinamismo. Um exemplo disso é a forma como está decorado o salão nobre do Ateneu. Em segundo lugar, tenho a dizer que gostei bastante de ouvir as palavras de confiança, palavras seguras de que o maior clube do concelho do Cartaxo irá assegurar a manutenção na terceira divisão nacional.
Mas fazendo agora uma reflexão a frio, penso que foi esquecido no programa a referência da importância que representa a massa associativa para qualquer colectividade. É nos momentos difíceis que temos de lá estar para apoiar, e não criticar, temos de dar as mãos e correr para o mesmo lado, saber ouvir e aceitar as opções de quem esta lá dentro e tenta fazer o seu melhor.
Sabendo publicamente que o S.L. Cartaxo está a passar por um momento menos bom, no campo do departamento médico, temos de deixar aqui uma mensagem de apoio, uma mensagem de força para um clube tão querido neste conselho e relembrar que este clube tem um protocolo com o Sport Lisboa e Benfica que lhe possibilita o tratamento de todo o tipo de lesões e a qualquer número dos seus jogadores nas instalações do clube em Lisboa, protocolo esse que até o treinador desconhece.
Mais uma vez, se falou muito de arbitragem, e do clube que é favorecido e outro prejudicado, falámos da conduta ética e desportiva os jogadores. Temos de deixar de lado, os lances polémicos, temos de ver e ouvir falar de Futebol, independentemente se o nosso clube ganha ou perca. Nós próprios devemos ser críticos de nós mesmos, isto é, deixar as preferências clubistas de lado e vermos se foi um jogo animado, um jogo renhido, na medida em que o futebol tem de proporcionar às pessoas um divertimento, para que as pessoas possam ir aos estádios de futebol para ver um bom jogo de futebol. Fazendo uma pequena comparação com uma actividade cultural do nosso humilde concelho, qualquer ser humano gostava de ir ver uma corrida de touros, e neste mundo as pessoas tem preferência pelos seus artistas de eleição, mas no fundo quando se vai a um espectáculo destes gostamos de sair de lá com a convicção que foi um grande espectáculo mesmo que algum artista tenha estado menos bem. Com o futebol deve ser igual!

Out 22

Na minha participação primeira neste sítio do PROLONGAMENTO quero felicitar o Ateneu Artístico Cartaxense por se ter lembrado deste “formato” que foi muito bem acolhido pela Rádio Cartaxo. Um programa feito ao vivo na sala de convívio do Ateneu e transmitido em directo pela Rádio Cartaxo cujo tema é o futebol, com a participação do público assistente, dos ouvintes por telefone ou e-mail, parece-me que tem todos os ingredientes para se tornar bem sucedido. Ainda mais agora com este sítio na internet disponibilizado pelo Portal X-centrico.Com, onde a equipa do PROLONGAMENTO escreve e todos os que quiserem põem intervir com os seus comentários, parece-me que está posta a cereja em cima do bolo para que a interactividade assuma o seu pleno entre todas as partes envolvidas!

Quanto ao tema desta semana é muito vasto e por isso permitir-me-ão que vos diga que o “fair-play” mas não é que uma questão de educação no seu sentido lato, e também, especialmente, no seu sentido desportivo.

Educação em sentido lato porque para haver “fair-play” é preciso que haja respeito pelo próximo, lealdade, honestidade, etc. No fundo, é preciso saber estar na vida e isso aplica-se logo no futebol.

Educação em sentido desportivos, porque os intervenientes no jogo, nomeadamente os jogadores, devem saber que sendo o seu maior objectivo a vitória, esta não justifica TUDO! Há limites para a “ganância” do resultado que fazem com que se deva devolver uma bola ao adversário,  permitir que o adversário marque um golo, etc…  Vejam os casos do Leicester City com o Nottingham Forest este ano na Liga Inglesa e o ano passado na Liga Holandesa o caso do Ajax contra o ADO.

Aproveito para realçar um comunicado recente da UEFA que deve ser atendido e com o qual concordo perfeitamente. A UEFA incita os jogadores a não colocarem a bola para fora quando um atleta estiver caído em campo, é o árbitro que deve decidir se a partida deve ou não ser interrompida. Diz também o comunicado que quando um jogador joga a bola para fora, não pode ficar à espera que o colega adversário a devolva. Nenhuma regra o obriga a fazer isso! O comunicado salienta ainda que “quando a bola estiver em jogo, os árbitros não devem tolerar os puxões e agarrões na área. Se este tipo de lance persistir, deverá ser marcado penalti ou falta, dependendo de quem cometeu a infracção e do lugar onde ocorreu”. Ora se as indicações da UEFA forem cumpridas, se o que disse acima seja orientação dos intervenientes do jogo, parece-me que o “fair-play” deixara de ser uma “treta”, não acham?

Out 19

As faltas e comportamentos anti desportivos fazem parte da lei 12ª.das 17 que constam do livro das Leis do Jogo 2006,última edição actualizada, da superintendência da FIFA e supervisionadas pela IFABoard.
As sanções técnicas estão separadas, segundo a sua gravidade, por pontapés livres directos e indirectos, assim como as disciplinares, por advertências e expulsões, que correspondem, respectivamente, à exibição do cartão amarelo e vermelho..
TOCAR DELIBERADAMENTE A BOLA COM AS MÃOS, isto é, jogar ou controlar a bola com a mão,  é punido com um pontapé livre directo ou grande penalidade. Existem, contudo, 4 situações em que o jogador, para além do pontapé livre directo deve ser também advertido por comportamento antidesportivo ao tocar, de uma forma deliberada e ostensivamente, a bola com a mão: 
a) – Impedir a linha de passe para um adversário.
b) – tentar marcar um golo na baliza adversária, quer a bola entre ou não.
c) – Evitar, sem o conseguir, que a bola entre na sua baliza.
d) – Anular um ataque prometedor e perigoso para a sua baliza.
Devemos acrescentar que, em relação às alíneas a) e d), o facto do jogador tocar deliberadamente a bola com a mão sem evitar que aquela prossiga o seu movimento para o adversário e concedendo o árbitro a lei da vantagem, assim que o lance termine, o jogador que tocou na bola com mão deverá, na mesma, ser advertido. O facto da bola seguir para o adversário, não anula o seu comportamento, que foi por demais evidente, devendo, por isso, ser sancionado disciplinarmente.

Out 18

O “fair-play” é um tema bastante complexo e com toda essa complexidade é de difícil definição. Durante o programa “O Prolongamento” pudemos ouvir uma explicação de como é difícil, dentro do campo, ajuizar um lance em que o árbitro, não tendo formação clínica, decide interromper o jogo para que um jogador possa ser assistido. Ou então quando um jogador, colega de equipa ou adversário, não coloca a bola fora do campo para se proceder á entrada do massagista. Mas por vezes existe sempre imprevistos, e por isso é tão polémico dizer que os jogadores ou o árbitro são os culpados da falta de “fair-play” existente no futebol ou em qualquer outro desporto.
Mas na minha opinião o “fair-play” vai para além disto, é uma cultura de humanismo baseado em valores de amizade, respeito e solidariedade. No entanto esta cultura tem de ser recíproca, na medida em que vivemos no mundo em comunidade, e neste desporto específico que é um desporto de equipa, a reciprocidade daqueles valores é fundamental. O “fair-play” deve ser um código de ética desportiva que vai para além das regras do jogo, engloba as noções de amizade e de respeito uns pelos outros, ou seja tem de ser um modo de conduta desportiva.
Não nos podemos esquecer da competitividade, mas esta não deve ser ultrapassada pela vontade de ganhar a qualquer preço. O “fair-play” não é só ajudar alguém que está com problemas físicos mas também começa pelo controlo verbal, sendo que esta conduta deve começar nas bancadas, como foi bastante referido no programa.
É necessário cada vez mais reafirmarmos a importância do “fair-play”, num mundo em que a conduta desportiva não pode estar acima de interesses económicos, sabendo nós que, lamentavelmente, estes interesses estão sempre associados aos resultados desportivos.

Out 18

O tema do último programa foi o fair play.
Prefiro falar em Português e gosto mais de ouvir falar em treinador do que em Mister, até porque para os ingleses treinador é “coach”.
Mas já que demos este nome ao tema vejamos o que significa na sua origem fair play que se pode traduzir por jogar limpo. Play em inglês significa jogar, mas também brincar ou um artista a representar e o fair que se pode traduzir por limpo, claro, leal etimologicamente vem de feira e actuação de feirante. Podemos dizer que quem actua na feira tem que aparentar o ar mais honesto possível. Estão a ver a minha preocupação em não seguir o modelo inglês para que não haja o perigo de cair em simulação importada e afinal não dar valor às virtudes portuguesas da sobriedade e postura correcta para com os outros que tem granjeado tanta admiração no mundo nas minorias cultas que nos conhecem.
Quando terminou o programa o Senhor Manuel Barroca segredou-me com a sua simpática maneira de partilhar a sua rica experiência de vida: - Olhe, afinal isto do fair play é os jogadores serem educados!
Por falar em educação referi as 14 escolas de jogadores que o Sporting abriu por todo o País. Este projecto com 1300 atletas inscritos demonstra a viabilidade do negócio e o interesse desportivo da iniciativa, agora com um modelo consolidado de escolas parceiras da Academia Sporting/Puma.
O Sporting exige aos parceiros, estabilidade financeira, administrativa e organizativa bem como a natural competência técnica.
A formação desportiva e social de jovens por todo o País por intermédio da Academia do Sporting vai continuar a permitir ainda melhor angariar talentos para os escalões competitivos.
No concelho do Cartaxo será possível encontrar alguma escola, colectividade ou associação que se queira candidatar?

Out 16

Parte 1: Apreciação ao jogo da selecção pelos comentadores  /  Entrevista a Rui Manhoso, Presidente da Associação de Futebol de Santarém / Intervenção dos presentes

Parte 2: As questões da arbitragem com Augusto Lourenço / O Fair-Play

Out 09

Parte 1: Primeira ronda pelos comentadores…

Parte 2: Entrevista ao Vice-Presidente do Grupo Desportivo de Pontével, António Pego.

Parte 3: Presidentes e arbitragens… Intervenção do Sr. Barroca!

Parte 4: Arbitragens na região, novas tecnologias…

Out 02

Parte 1: Resposta da Radio Cartaxo ao Presidente do SLCartaxo -

                 Carlos Albuquerque - Presidente do Estrela Futebol Clube Ouriquense

Parte 2: Perguntas da assistência

                  Augusto Lourenço e as arbitragens

Parte 3:  O debate dos comentadores!